Auriculoterapia é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde de Pará de Minas
Moradores do Pará de Minas têm acesso gratuito à auriculoterapia na rede municipal de saúde. A prática terapêutica, baseada na Medicina Tradicional Chinesa, utiliza estímulos em pontos específicos do pavilhão auricular e integra as práticas integrativas e complementares disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde. O atendimento é oferecido em diferentes regiões do município e busca ampliar as possibilidades de cuidado e contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida dos usuários.
De acordo com a auriculoterapeuta Mônica Hanke, da Secretaria Municipal de Saúde, a técnica trabalha pontos da orelha relacionados a diferentes regiões e funções do corpo. Para esses pontos de estímulo, podem ser utilizadas sementes, cristais ou esferas de metal, escolhidas de acordo com a reclamação apresentada pelo paciente. “A gente consegue trabalhar os sintomas, tanto os físicos quanto os emocionais”, explica.
Entre as queixas que podem ser trabalhadas estão ansiedade, insônia, medos e angústias, além de dores físicas, como enxaqueca, dor lombar, dores no joelho, ombro e coluna. Segundo Mônica, a aparece entre as principais demandas apresentadas pelos pacientes. “Uma das maiores queixas de todos os pacientes — posso falar que 95% — é uma ansiedade”, afirma.
A profissional destaca ainda que o acompanhamento permite observar as mudanças relacionadas pelos próprios usuários ao longo das sessões. Segundo ela, os pacientes costumam retornar contando percepções relacionadas à melhora do sono, redução de dores, diminuição da ansiedade e até mudanças em comportamentos ligados à alimentação. "O mais importante é o paciente voltar trazendo um resultado positivo. Por mais que às vezes a gente pense que é muito sofrimento nessa pessoa, quando ele volta na próxima sessão, traz um resultado positivo — às vezes pequenininho, às vezes maior, mas sempre traz", relata.
O acesso ao serviço ocorre por livre demanda em diferentes pontos do município. Isso significa que, nos locais e horários em que a prática é disponibilizada, o usuário não precisa realizar agendamento com antecedência. A auriculoterapia também é oferecida durante atividades dos grupos das equipes multidisciplinares das unidades. “A auriculoterapia é de livre demanda, o paciente não precisa marcar ou agendar”, explica Mônica.
A profissional cita como exemplos a UBS Padre Libério, a UBS Dom Bosco e o Ambulatório de Fisioterapia/ASSODIPAM. Nesses locais, o morador pode comparecer no horário de atendimento e aguardar a fila, que, segundo ela, costuma ser pequena. O município conta ainda com outro auriculoterapeuta, e os profissionais se revezam nos diferentes pontos para ampliar o número de pessoas atendidas.
Mônica também ressalta que a auriculoterapia é utilizada como prática complementar dentro da rede de saúde. A técnica não substitui o acompanhamento médico nem outros tratamentos indicados pelos profissionais responsáveis pelo paciente. A resposta pode variar de acordo com cada pessoa e com as condições apresentadas.
Um dos usuários que utiliza a prática é Afonso Pereira, que realiza o tratamento há alguns meses. Ele relatou ter percebido uma melhora significativa após começar a receber o atendimento. Ao falar sobre um forte dor de cabeça apresentado anteriormente, Afonso afirma que atualmente não sente mais o mesmo incômodo. Questionado se a melhora ocorreu depois do início da auriculoterapia, confirmou: “Foi, foi depois”.
Além dos relatos dos usuários, Mônica destaca que a prática também conta com estudos científicos voltados para a investigação de seus efeitos. Segundo ela, pesquisas utilizam exames de imagem para observar respostas relacionadas à estimulação de pontos auriculares. “A medicina tradicional chinesa é muito rica e, além dos seus conceitos, temos comprovação científica por imagens”, afirma. A profissional ressalta, contudo, que a experiência e a evolução relatadas pelos próprios pacientes também são importantes para o acompanhamento realizado durante as sessões.
O atendimento gratuito acontece de forma quinzenal em diferentes regiões do Pará de Minas. Na Região Norte, os atendimentos são realizados às segundas-feiras, na UBS Walter Martins, das 14h às 18h; às terças-feiras, na Quadra Dona Olga, das 8h às 9h20, e na UBS Baixo Santos Dumont, das 9h40 às 12h30; às quartas-feiras, na UBS Padre Libério, das 13h30 às 16h; e às quintas-feiras, na UBS Ascensão, das 7h30 às 12h.
Na Região Sul, a população pode procurar, às segundas-feiras, o Salão da Igreja Nossa Senhora das Graças, das 7h20 às 11h, e a UBS Dom Bosco, das 13h30 às 16h. Às terças-feiras, o atendimento ocorre na UBS Nossa Senhora das Graças, das 7h30 às 11h30. Às quartas-feiras, é realizado no Ambulatório de Fisioterapia/ASSODIPAM, das 13h30 às 16h, e às sextas-feiras, no mesmo local, das 7h às 12h30.
Na Região Leste, os atendimentos ocorrem às segundas-feiras, na UBS Vila Ferreira, das 7h30 às 11h30; às terças-feiras, na UBS Recanto, das 7h30 às 11h30; e às quartas-feiras, na UBS Tavares, das 7h30 às 10h, e na UBS João Paulo, das 7h30 às 11h30. Às quintas-feiras, há atendimento na Praça da Igreja Nossa Senhora da Conceição, das 9h às 9h50; na Quadra Vilense, das 10h às 11h; e na UBS Providência, das 16h30 às 18h30.
Já na Região Oeste, a programação inclui, às segundas-feiras, a UBS Nossa Senhora de Fátima, das 9h40 às 12h30, e a Praça do JK, em frente à creche, das 8h30 às 11h30. Às quartas-feiras, o atendimento é realizado na Casa da Igreja Santa Rita, das 8h às 10h30. Às quintas-feiras, a população pode procurar a UBS Paraíso/Grão Pará, das 7h30 às 11h30; a Lagoa do Ajax, das 7h30 às 8h30; e a UBS São Pedro, das 9h às 12h30.
A orientação para quem deseja utilizar o serviço é procurar a Unidade Básica de Saúde de Referência ou comparecer a um dos locais nos dias e horários indicados. A equipe da rede municipal poderá orientar o usuário sobre o funcionamento do atendimento e as condições de acesso à prática.