Quinta no Museu celebra aniversário de Pará de Minas com noite dedicada à seresta
O Museu Histórico de Pará de Minas abre as portas ao público nesta quinta-feira (24), às 20 horas, para uma noite dedicada a um gênero musical que ocupa lugar de destaque na memória cultural do município. Em sua 111ª edição, o projeto Quinta no Museu recebe o músico e escritor Júlio Saldanha, que apresenta um repertório especial de clássicos da seresta mineira e de composições de autores pará-minenses.
A apresentação foi preparada especialmente para celebrar o aniversário de Pará de Minas e vai reunir música, história e memória. No repertório estão obras de compositores locais, como Padre Hugo, Jaime Bechtlufft e Jackson Campos, além de clássicos da seresta mineira.
Júlio Saldanha explica que a proposta é resgatar músicas que fazem parte da história da cidade e valorizar os compositores locais.
“Preparamos para essa edição do Quinta no Museu um repertório exclusivo de serestas, selecionando clássicos da seresta mineira e paraminense, aproveitando a oportunidade do aniversário da cidade. Resgatamos algumas composições de autores locais, como o Padre Hugo e o Jackson Campos, trazendo músicas conhecidas do público paraminense compostas por pessoas da nossa terra.”
Segundo o músico, a escolha do Museu Histórico como cenário para a apresentação também tem um significado especial. A seresta, tradição musical brasileira que ganhou força em Minas Gerais, está diretamente ligada à memória e às histórias das cidades mineiras.
“A seresta é uma tradição genuinamente brasileira que surgiu no Rio de Janeiro e ganhou muita força em Minas Gerais, especialmente em cidades históricas como Diamantina, Ouro Preto, Montes Claros e São João del-Rei. O museu é o ambiente ideal para isso porque a seresta tem uma história muito forte, então tocar esse repertório no museu combina totalmente.”
A noite contará ainda com a participação de violonistas e da Orquestra de Violões Anita Salles, ampliando a experiência musical e reforçando a proposta de reunir diferentes artistas em torno da cultura e da história do município.
De acordo com o diretor do Museu Histórico, Alaércio Delfino, a realização de apresentações de seresta já estava prevista na programação do projeto desde o início do ano. Esta será a quarta edição realizada dentro de um planejamento que prevê seis apresentações do gênero.
“Desde o início do ano a gente já tinha planejado fazer algumas edições do ‘Quinta no Museu’ com seresta. Esta já é a quarta edição que vamos fazer; o plano era fazer seis, então ainda faltam duas. A cidade de Pará de Minas teve grandes seresteiros, e é isso que o Júlio vai fazer nesta quinta-feira: uma homenagem aos grandes seresteiros da cidade, inclusive cantando algumas músicas de compositores locais.”
Criado para aproximar a população dos artistas e transformar o Museu Histórico em um espaço permanente de encontro entre arte, cultura e história, o Quinta no Museu vem se consolidando no calendário cultural de Pará de Minas. Segundo Alaércio, a procura dos artistas pelo projeto é grande e já existe uma fila de espera para novas apresentações.
“O Quinta no Museu é um projeto já consolidado. Temos fila de espera de cantores e artistas que querem se apresentar no museu, com programação até o meio do ano que vem. O Quinta no Museu abre as portas para todo tipo de música e nesta quinta-feira com seresta, mostrando que Pará de Minas tem muita cultura, muita música e diversificação de estilos. O objetivo do projeto é trazer os artistas para dentro do museu para apresentar arte, cultura e história juntas.”
Somente neste mês de setembro, o projeto já promoveu duas edições, com propostas musicais diferentes. A programação passou pelo rock em uma das apresentações e chega agora à música romântica e tradicional das serestas, demonstrando a diversidade de estilos que fazem parte da iniciativa.
A apresentação desta quinta-feira será realizada às 20 horas, no Museu Histórico de Pará de Minas, com entrada gratuita. A expectativa é de uma noite marcada pela música, pela emoção e pelo resgate de parte da memória cultural do município, justamente no período em que Pará de Minas celebra mais um aniversário.