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Centro de Convivência dos Idosos fortalece vínculos e amplia oportunidades para a pessoa idosa em Pará de Minas

Espaço atende cerca de 200 idosos com atividades de esporte, cultura, convivência e lazer; neste mês, Prefeitura também inicia experiência com oferta de almoço para participantes que permanecem no local durante todo o dia

O Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, celebrado nesta quinta-feira (1º), chama a atenção para temas que vão muito além da idade: direitos, autonomia, participação social, saúde, convivência e qualidade de vida. Em Pará de Minas, a data também reforça a importância de políticas públicas e espaços destinados a garantir que o processo de envelhecimento seja acompanhado de novas possibilidades de participação e integração.

O cenário demográfico ajuda a dimensionar a importância desse trabalho. De acordo com o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a aproximadamente 15,6% da população. Em 2010, eram cerca de 20,6 milhões de pessoas nessa faixa etária.

Em Pará de Minas, o crescimento também foi expressivo. Segundo os dados do Censo 2022, o município tinha 15.595 pessoas com 60 anos ou mais, correspondendo a 16,04% da população. Em 2010, eram 8.917 idosos, ou 10,6% dos habitantes. O aumento reforça a necessidade de ampliar ações que considerem as diferentes dimensões do envelhecimento e ofereçam espaços para convivência, participação e desenvolvimento de atividades.

É nesse contexto que o Centro de Convivência dos Idosos (CCI) Senadora Júnia Marise, localizado no bairro JK, ocupa um papel importante na rede de atendimento do município. O espaço é voltado exclusivamente à população idosa e oferece atividades que estimulam não apenas o movimento e a saúde física, mas também a convivência, a socialização, o desenvolvimento cognitivo, a expressão cultural e a autonomia.

Durante a Semana Nacional da Pessoa Idosa, a programação do município reúne diferentes atividades, como artesanato, yoga, forró, bingo, piquenique e hidroginástica. A proposta é proporcionar aos participantes momentos de integração e lazer, reforçando a ideia de que envelhecer também pode significar continuar aprendendo, criando novos vínculos, praticando atividades e participando ativamente da comunidade.

O prefeito Inácio Franco destaca justamente a importância de acompanhar o crescimento da população idosa com ações que contribuam para um envelhecimento mais ativo e saudável. Para ele, o aumento da expectativa de vida precisa vir acompanhado de oportunidades que permitam às pessoas envelhecer com qualidade.

“A gente vê aí a população idosa a cada dia, a cada ano aumentando. As pessoas estão vivendo mais, e a gente torce para que essas pessoas possam envelhecer, mas com qualidade de vida”, afirmou.

Segundo o prefeito, o trabalho desenvolvido pela Prefeitura busca oferecer aos idosos não apenas atividades, mas também momentos de convivência, alegria e dignidade.

“Esse é o trabalho que a Prefeitura está fazendo, oferecendo para essas pessoas diversão, oferecendo dignidade”, destacou. Ele também ressaltou a programação especial preparada durante a Semana do Idoso, com atividades no próprio Centro de Convivência e em outros espaços do município.

“É um prazer muito grande estar aqui hoje”, afirmou Inácio Franco, ao cumprimentar os participantes e reforçar a importância de garantir qualidade de vida à população idosa e de levar saúde e alegria também para as famílias.

No CCI, essa proposta se transforma em uma rotina de atividades que busca combater o isolamento e estimular a participação. A secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Cláudia Assunção Faria, explica que o Centro de Convivência da Pessoa Idosa é um equipamento da Prefeitura vinculado à Secretaria e pensado exclusivamente para esse público.

“O Centro de Convivência da Pessoa Idosa é um equipamento da Prefeitura dentro da Secretaria Municipal de Assistência Social e é um espaço dedicado exclusivamente à pessoa idosa”, explica.

Segundo Cláudia, uma das principais propostas é oferecer aos idosos um ambiente em que possam sair da rotina de casa, encontrar outras pessoas e participar de atividades direcionadas às suas necessidades e interesses.

“Aqui a gente tira o idoso de casa e traz ele para o nosso espaço. E aqui ele tem as atividades físicas, ele tem atividade cognitiva, é um espaço de convivência, principalmente um espaço de convivência para ele poder sair da ociosidade”, afirma.

A rotina do Centro é organizada para oferecer diferentes possibilidades ao longo da semana. Atualmente, cerca de 200 idosos participam das atividades oferecidas pelo serviço.

A coordenadora do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, Denise Alencar Donizeti de Castro, explica que a programação é diversificada e permite que cada participante encontre atividades de acordo com seus interesses e possibilidades.

“A gente atende cerca de 200 idosos nas várias oficinas. Cada dia da semana nós temos oficinas”, conta.

Entre as atividades estão esporte, pintura, coral, forró, culinária e horta, além de outras ações realizadas ao longo da semana. A programação varia de acordo com o dia e com cada oficina, permitindo que os participantes tenham diferentes opções de atividades.

“O idoso chega até nós, nós apresentamos todas as atividades, vemos as oficinas que têm vaga e aí ele começa a participar conosco. Cada dia tem uma programação diferente”, explica Denise.

Segundo a coordenadora, há participantes que escolhem apenas uma atividade, enquanto outros aproveitam várias das opções oferecidas pelo Centro. “Tem aqueles idosos que participam de todas”, brinca.

Mais do que preencher a rotina, a proposta do serviço é fortalecer a participação social e a autonomia dos idosos. Denise explica que o trabalho busca estimular uma postura mais ativa e ampliar o conhecimento dos participantes sobre seus próprios direitos.

“Um dos objetivos do Centro de Convivência, do serviço de convivência, é fortalecer esse idoso para ser mais ativo, para conviver melhor, para ser respeitado, conhecer os seus direitos”, destaca.

A convivência, nesse sentido, se torna uma ferramenta importante para o bem-estar. O Centro oferece um ambiente em que os participantes podem encontrar pessoas com experiências semelhantes, criar novas amizades e manter uma rotina de atividades fora de casa.

Essa dimensão afetiva aparece com força no relato de Ana Barbosa Fernandes, de 75 anos, que frequenta o Centro de Convivência há cerca de sete anos. Para ela, o espaço se tornou muito mais do que um local onde realiza atividades.

“Esse aqui é um lugar, cantinho do céu. A gente chama cantinho do céu”, afirma.

Ana descreve o Centro como um ambiente familiar, marcado pelo acolhimento e pelo respeito entre participantes e profissionais.

“Aqui é uma família que se encontra, de muito respeito, de muito caráter. Aqui não tem palavrão. Aqui só tem coisas boas para dizer”, conta.

Ela também faz questão de destacar a recepção que recebe quando chega ao local. “A gente já chega da porta com abraços e beijos de todo mundo”, relata.

Para Ana, participar das atividades ajuda a manter uma rotina ativa e a evitar que o idoso permaneça isolado em casa. Ela considera a convivência proporcionada pelo Centro fundamental para seu bem-estar.

“Se quem não conhece aqui está perdendo, porque está perdendo em casa, porque deixa de vir para aqui e fica deitado em casa”, afirma.

Entre as atividades das quais participa estão coral, artesanato, ginástica e outras ações realizadas ao longo da semana. Ana conta que costuma frequentar o espaço mais de uma vez por semana e que criou uma relação de carinho com o local.

“Eu adoro todo trabalho que vou fazer aqui. Eu adoro, amo fazer esse trabalho aqui”, diz.

Ela também resume a importância que o Centro passou a ter em sua vida depois de tantos anos de participação. “Deve ter uns sete anos que eu estou participando. Adoro isso aqui. É tudo da minha vida”, afirma.

A experiência de Ana mostra como o trabalho desenvolvido no CCI pode contribuir para a construção de vínculos e para a criação de uma rotina de participação social. O espaço passa a ser também um lugar de encontro, conversa e troca de experiências.

Para Luci Lopes de Carvalho, de 70 anos, a diversidade de atividades é um dos motivos que tornam o Centro tão atrativo. Ela participa de oficinas como coral, culinária, novena e forró e destaca o contato com outras pessoas como uma das principais experiências proporcionadas pelo local.

“Adoro. Participo de coral, de culinária, de novena, do forró”, conta.

Luci também aproveita para deixar um convite a outras pessoas da terceira idade que ainda não conhecem o espaço.

“Idosos, não deixem de participar aqui porque é maravilhoso. As coisas aqui são muito boas. É muito bom. Você interage com as pessoas, as pessoas que trabalham aqui são muito boas”, afirma.

A partir deste mês, o Centro de Convivência também passa a contar com uma novidade: a oferta de almoço para os idosos que participam de mais de uma oficina e permanecem por mais tempo no espaço.

A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada pelos próprios frequentadores. De acordo com Cláudia Assunção Faria, muitos idosos realizam atividades durante a manhã, mas acabam retornando para casa antes de uma programação no período da tarde. Outros enfrentam dificuldades de deslocamento para ir e voltar entre as atividades.

“Eles falavam dessa deficiência aqui do Centro de não ter um almoço, porque às vezes eles têm apenas o lanche que a gente oferta, mas não têm um almoço”, explica a secretária.

A proposta é criar uma experiência em que o participante possa permanecer praticamente durante todo o dia no Centro. A rotina poderá incluir café da manhã, atividades, almoço, café da tarde e, posteriormente, o retorno para casa.

“Nós estamos agora nos organizando para poder ofertar também para eles ficarem mais tempo conosco aqui participando, praticamente o dia inteiro”, afirma Cláudia.

A iniciativa será implantada inicialmente como uma experiência, permitindo que a equipe avalie seu funcionamento e organize a participação dos idosos.

“Então vai ser uma experiência que a gente vai fazer aqui para poder ver se vai dar certo”, explica.

O almoço, conforme esclarece Denise Alencar Donizeti de Castro, será direcionado aos idosos que participam de mais de uma oficina e que, por isso, permanecem durante um período maior no Centro.

“Esse almoço não vai ser para todos os idosos, é para aqueles que participarem de mais de uma oficina”, explica.

Segundo a coordenadora, a medida busca atender principalmente os participantes mais ativos, que passam grande parte do dia no local e atualmente precisam levar a própria alimentação ou enfrentar dificuldades para se deslocar até suas casas entre uma atividade e outra.

“Para esses idosos mais ativos aqui dentro, que passam o dia conosco, trazem sua marmitinha, trazem sua própria alimentação ou têm dificuldade de deslocar para ir e voltar na oficina da tarde, é que vai ser disponibilizado esse almoço”, afirma.

A novidade se soma às atividades que já fazem parte da rotina do Centro e reforça a proposta de transformar o espaço em um ambiente de convivência cada vez mais completo para seus frequentadores.

A ideia é que o CCI seja um lugar onde o idoso possa passar parte significativa do dia envolvido em atividades que contribuam para sua saúde, sua autonomia e suas relações sociais. A oferta de alimentação também surge como uma forma de facilitar a permanência daqueles que participam de mais de uma oficina.

O trabalho desenvolvido no Centro de Convivência está inserido em um contexto mais amplo de mudanças no perfil da população. O aumento da quantidade de pessoas com 60 anos ou mais traz novos desafios para os municípios e exige políticas públicas que contemplem diferentes aspectos da vida na terceira idade, incluindo saúde, assistência social, esporte, cultura, lazer e convivência.

Em Pará de Minas, os números mostram essa transformação de forma clara. Em pouco mais de uma década, a quantidade de pessoas idosas passou de 8.917, em 2010, para 15.595, em 2022, fazendo com que essa parcela da população passasse de 10,6% para 16,04% dos habitantes do município.

Nesse cenário, espaços como o CCI ganham importância não apenas como locais de realização de oficinas, mas como ambientes de proteção social, convivência e fortalecimento de vínculos.

A proposta é contribuir para que a pessoa idosa continue participando da comunidade, desenvolvendo novas habilidades, mantendo relações sociais e exercitando sua autonomia. O envelhecimento, dessa forma, passa a ser compreendido também como uma etapa marcada por novas experiências e possibilidades.

As atividades realizadas no Centro mostram essa diversidade. Há espaço para quem gosta de música e participa do coral, para quem prefere o artesanato, para quem encontra no forró uma oportunidade de diversão, para quem se interessa pela culinária ou pela horta e também para aqueles que buscam atividades físicas.

A programação da Semana da Pessoa Idosa reforça essa diversidade ao reunir atividades como artesanato, yoga, forró, bingo, piquenique e hidroginástica. A iniciativa amplia as possibilidades de participação e cria diferentes momentos de encontro entre os frequentadores.

O Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, torna-se, assim, uma oportunidade para ampliar o olhar sobre o envelhecimento. Mais do que uma data comemorativa, o momento reforça a importância de reconhecer os direitos, as histórias, os conhecimentos e a contribuição das pessoas idosas para a sociedade.

Em Pará de Minas, o trabalho realizado no Centro de Convivência mostra, na prática, que políticas voltadas à terceira idade podem ir além do atendimento às necessidades básicas. Elas também podem criar oportunidades para que os idosos mantenham uma vida social ativa, façam novas amizades, desenvolvam atividades, compartilhem experiências e continuem ocupando espaços de participação na comunidade.

Para quem frequenta o CCI, essa convivência já faz parte da rotina. Os depoimentos de Ana e Luci mostram que o vínculo construído no espaço ultrapassa as atividades oferecidas. O Centro se tornou um lugar de encontro, acolhimento e pertencimento.

É justamente essa percepção que transforma o espaço em algo maior do que um local de oficinas. Para muitos participantes, o CCI representa uma oportunidade de sair de casa, encontrar outras pessoas, manter uma rotina e continuar fazendo planos.

O Centro de Convivência dos Idosos (CCI) Senadora Júnia Marise está localizado na Rua São Francisco de Assis, nº 140, no bairro JK, em Pará de Minas. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, oferecendo atividades e serviços voltados à convivência e à qualidade de vida da população idosa.

Neste 1º de outubro, a mensagem que fica é a de que envelhecer também pode significar continuar ativo, convivendo, aprendendo e construindo novos vínculos. E, em Pará de Minas, o trabalho realizado no Centro de Convivência dos Idosos busca justamente criar essas oportunidades, valorizando não apenas a idade de cada participante, mas também sua história, sua autonomia, seus conhecimentos e tudo aquilo que ainda tem para viver e compartilhar.

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