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Vigilância Sanitária promove capacitação para fortalecer a identificação de surtos causados por água e alimentos contaminados.

Em comemoração ao Dia Nacional da Vigilância Sanitária, celebrado nesta quarta-feira (5), a Prefeitura de Pará de Minas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promove um ciclo de capacitações voltado à identificação e ao manejo de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e de surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTHA). A iniciativa é coordenada pelo Núcleo de Educação Permanente em Vigilância Sanitária, em parceria com a Vigilância Epidemiológica, e tem como objetivo preparar os profissionais da rede de saúde para reconhecer precocemente situações de risco, realizar notificações adequadas e contribuir para uma resposta mais rápida diante de possíveis surtos.

Segundo a chefe da Vigilância Sanitária, Érica Daniele Rezende Barbosa, realizar a capacitação na semana em que se comemora o Dia Nacional da Vigilância Sanitária reforça a importância do trabalho desenvolvido pelo setor, que vai muito além da fiscalização.

"Esse ciclo de capacitações reforça a missão da Vigilância Sanitária de educar, prevenir e minimizar riscos à saúde da população. Muitas vezes as pessoas associam nosso trabalho apenas à fiscalização, mas nossa atuação também passa pela orientação, pela qualificação permanente dos profissionais e pela prevenção de doenças."

Érica explica que a escolha da UPA para iniciar os treinamentos foi estratégica.

"A UPA é um ponto muito importante porque, na maioria das vezes, é o primeiro serviço procurado pelas pessoas quando apresentam sintomas. Quando o profissional identifica um caso suspeito e faz a notificação imediatamente, conseguimos agir rapidamente, investigar a origem do problema e interromper a cadeia de transmissão antes que outras pessoas sejam afetadas."

A responsável técnica pelo Núcleo de Educação Permanente em Vigilância Sanitária, Erika Fabiane Gonçalves Afonso, explica que o treinamento oferece ferramentas para que médicos, enfermeiros e demais profissionais consigam reconhecer situações que podem indicar surtos de doenças transmitidas por água ou alimentos.

Segundo ela, a rapidez na identificação desses casos é fundamental para proteger a saúde coletiva.

"A capacitação permite que os profissionais identifiquem precocemente surtos causados por água e alimentos, agilizando a notificação às Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária para interromper a disseminação da doença e evitar complicações.Quanto mais completa for a investigação inicial, mais rapidamente conseguimos localizar a fonte da contaminação e proteger a população."

 

Integração entre Vigilâncias agiliza respostas

A referência técnica da Vigilância Epidemiológica, Maria de Lourdes Liguori, destaca que o sucesso desse trabalho depende da atuação integrada entre os diferentes setores da Secretaria Municipal de Saúde.

"Essa integração fortalece a detecção precoce dos surtos e agiliza toda a investigação epidemiológica. Com isso, conseguimos intervir mais rapidamente, controlar o evento e evitar que ele se espalhe."

Ela ressalta que a qualidade das informações registradas durante o atendimento é decisiva para o sucesso das investigações.

"É fundamental conhecer o histórico de alimentação, o consumo de água e os locais frequentados nas 72 horas anteriores ao início dos sintomas. São essas informações que ajudam a identificar padrões e localizar possíveis fontes de contaminação."

 

Um novo olhar durante o atendimento

Quem participou da primeira capacitação foi a enfermeira da UPA Pediátrica, Aline do Rosário Xavier. Segundo ela, o treinamento trouxe uma nova percepção sobre situações que muitas vezes poderiam passar despercebidas na rotina de atendimento.

"O treinamento despertou um olhar muito mais atento. Hoje entendemos, por exemplo, que dois pacientes da mesma família apresentando os mesmos sintomas já podem caracterizar um surto."

A profissional afirma que, a partir da capacitação, a investigação clínica passou a incluir perguntas mais específicas aos acompanhantes dos pacientes.

"Agora sabemos da importância de perguntar sobre as características da diarreia, se outros familiares também estão doentes e investigar a alimentação e a procedência dessas pessoas. Isso amplia nosso olhar técnico e permite identificar rapidamente se a causa pode estar relacionada a alimentos, água ou outro fator."

A primeira capacitação foi realizada na terça-feira (4) com profissionais da UPA 24 Horas, um dos principais pontos de entrada da rede municipal de saúde. Nesta quarta-feira (5), o treinamento foi ampliado com outras duas turmas da unidade. A programação continua na quinta-feira (6), com a capacitação dos profissionais do Pronto Atendimento da Unimed. Posteriormente, a formação será ampliada para o Hospital Nossa Senhora da Conceição e para as equipes da Atenção Primária, fortalecendo a integração entre assistência, Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária e ampliando a capacidade da rede municipal de identificar e responder rapidamente a possíveis surtos.

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