Mutirão contra a dengue chega ao Walter Martins e Residencial Capanema com foco na prevenção antes do período chuvoso
A Prefeitura de Pará de Minas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza nesta sexta-feira (7) mais um mutirão de limpeza contra a dengue. Desta vez, a força-tarefa atenderá os bairros Walter Martins e Residencial Capanema, dando continuidade à estratégia permanente de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.
Os trabalhos terão início às 8 horas da manhã, com equipes responsáveis pelo recolhimento de materiais inservíveis descartados pelos moradores. Antes disso, nesta quinta-feira (6), os Agentes de Combate a Endemias (ACEs) percorrerão os imóveis dos dois bairros realizando uma ampla mobilização educativa. Durante as visitas, serão distribuídos sacos de lixo e repassadas orientações para que os moradores retirem de seus quintais objetos que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito.
A Secretaria de Saúde reforça que não serão recolhidos restos de poda de árvores, galhos nem entulhos de construção, sendo o foco da ação exclusivamente materiais que favorecem a proliferação do Aedes aegypti.
Segundo o coordenador de Vigilância Ambiental, Douglas Duarte, o município mantém uma estratégia contínua de prevenção, realizando pelo menos dois mutirões por mês em diferentes regiões da cidade.
"Estamos dando continuidade ao trabalho que já anunciamos anteriormente, realizando no mínimo dois mutirões por mês. Agora a ação chega ao Walter Martins e ao Residencial Capanema. A orientação é que os moradores coloquem para fora todo material que possa acumular água ou servir de abrigo para ratos, baratas e escorpiões. O principal é receber bem os agentes e entender que essa ação existe para minimizar os impactos da dengue e de outros vetores."
Mobilização da comunidade fortalece combate à dengue
Mais do que retirar materiais inservíveis, os mutirões também têm o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da participação coletiva no combate às arboviroses.
Douglas destaca que o envolvimento dos próprios moradores acaba incentivando outras pessoas da vizinhança a fazerem o mesmo.
"Percebemos que muitas pessoas guardam objetos pensando que poderão utilizá-los futuramente. Mas, quando veem os vizinhos retirando esses materiais durante o mutirão, acabam aderindo também. Esse exemplo dentro da própria comunidade fortalece muito a ação."
Ele lembra que o recolhimento de materiais acontece durante todo o ano por meio do caminhão itinerante da Prefeitura, mas os mutirões concentram diversas equipes em uma mesma região para ampliar o impacto da limpeza.
"Além dos mutirões, existe um caminhão que faz esse recolhimento durante todo o ano, numa parceria entre as secretarias de Meio Ambiente e Obras. O morador pode entrar em contato por telefone ou WhatsApp para solicitar a retirada dos materiais em outras épocas."
Mais de 120 caminhões de materiais já foram retirados
Os resultados da estratégia já aparecem nos números.
De acordo com Douglas Duarte, somente nos mutirões promovidos pela Secretaria Municipal de Saúde neste ano já foram retirados mais de 120 caminhões de materiais inservíveis das residências.
No último mutirão, realizado na região dos bairros Nossa Senhora das Graças, Vila Lara, Vilô Sinhô e Independência, foram recolhidos aproximadamente 18 caminhões de resíduos.
Segundo ele, a maior parte dos materiais retirados é formada por objetos que permanecem esquecidos nos quintais e acabam acumulando água durante as chuvas.
"Nosso foco são materiais que possam se transformar em criadouros do mosquito. Durante o restante do ano, os agentes também orientam os moradores sobre como solicitar esse recolhimento sempre que necessário."
Indicadores mostram redução dos casos
O coordenador destaca que o trabalho preventivo desenvolvido pelo município tem contribuído para manter sob controle os casos de arboviroses em Pará de Minas.
O monitoramento é realizado por meio do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que identifica os bairros com maior risco e aponta quais recipientes estão concentrando mais focos do mosquito.
Atualmente, os depósitos que mais preocupam são aqueles chamados de depósitos passivos de remoção, como pratinhos de vasos de plantas, pingadeiras e pequenos recipientes esquecidos nos quintais.
Até o momento, o município contabiliza:
-
123 notificações de dengue, com 23 casos confirmados;
-
9 casos suspeitos de chikungunya, dos quais 4 foram confirmados;
-
Nenhum caso de zika vírus registrado desde 2018.
Apesar dos números positivos, Douglas alerta que o município permanece em vigilância devido às previsões climáticas para os próximos meses.
Alerta para possível impacto do Super El Niño
Segundo o coordenador, a Secretaria de Estado de Saúde já emitiu comunicados alertando os municípios sobre a possibilidade de formação de um Super El Niño, fenômeno climático que pode favorecer o aumento das arboviroses em diversas regiões do país.
O aumento das temperaturas aliado à ocorrência de chuvas intensas pode criar condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor da dengue.
Por isso, a estratégia da Prefeitura é intensificar os mutirões justamente durante o período de estiagem.
"Estamos aproveitando a seca para eliminar os criadouros antes da chegada das chuvas. Assim reduzimos bastante o risco de aumento dos casos quando começar o período chuvoso."
Trabalho começa um dia antes
Para garantir maior participação dos moradores, o mutirão é precedido por um trabalho educativo realizado pelos Agentes de Combate a Endemias.
Nesta quinta-feira (6), as equipes visitarão todas as residências dos bairros Walter Martins e Residencial Capanema, orientando os moradores e distribuindo sacos para facilitar o descarte dos materiais.
Durante essas visitas, os agentes também identificarão possíveis focos do mosquito e realizarão ações preventivas em terrenos baldios considerados críticos.
Douglas explica que quem não puder permanecer em casa durante a sexta-feira poderá adiantar o trabalho.
"Quem não estiver em casa no dia do mutirão já pode colocar os materiais na calçada na noite de quinta-feira. Os caminhões começam a circular às oito horas da manhã de sexta-feira e nossa expectativa é retirar o maior volume possível de materiais."
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o sucesso da ação depende da participação da comunidade. A eliminação de recipientes que acumulam água continua sendo a principal medida para impedir a reprodução do Aedes aegypti e manter Pará de Minas com baixos índices de dengue, chikungunya e zika.