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Projeto valoriza Agentes de Saúde e de Endemias em Pará de Minas

O mês de outubro será dedicado, em Pará de Minas, à valorização e ao reconhecimento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), profissionais que atuam diariamente nas ruas, nas casas e junto às comunidades, contribuindo diretamente para a prevenção de doenças e para a promoção da saúde. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, desenvolve ao longo de todo o mês o projeto “O Agente no Caminho do Cuidado”, com uma programação voltada ao bem-estar, à integração, à escuta e à valorização desses trabalhadores. Markdown colado

A iniciativa ocorre em um período que tem como marco o Dia Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias, celebrado em 4 de outubro. Mais do que uma homenagem à categoria, a proposta do projeto é criar espaços para que os próprios profissionais sejam ouvidos, possam compartilhar experiências, apresentar demandas e participar de atividades voltadas à saúde física e mental.

A abertura da programação foi realizada na última sexta-feira, 2 de outubro, na Câmara Municipal, reunindo Agentes Comunitários de Saúde, Agentes de Combate às Endemias, autoridades e servidores da Secretaria Municipal de Saúde. Durante o encontro, foram apresentados detalhes das atividades que serão desenvolvidas ao longo do mês, incluindo momentos de integração, rodas de conversa e ações de valorização profissional. Markdown colado

O projeto nasceu a partir de uma iniciativa da Vigilância em Saúde e foi ampliado com a participação de outras áreas da Secretaria Municipal de Saúde. A ideia é aproveitar o mês dedicado aos agentes para aproximar ainda mais as equipes, promover momentos de escuta e compreender, a partir da visão dos próprios trabalhadores, quais são as principais demandas encontradas diariamente nos territórios.

Mateus Henrique Silva de Paula, diretor de Atenção Básica/Atenção Primária à Saúde (APS), explica que o projeto foi pensado justamente para integrar os profissionais e criar um espaço de diálogo. Segundo ele, durante outubro serão realizadas reuniões e rodas de conversa com os agentes, buscando conhecer mais de perto a realidade vivenciada pelas equipes.

“Esse projeto começa a partir de uma ideia da Vigilância em Saúde. E nessa necessidade da gente integrar os trabalhos, eles convidaram a gente para participar do projeto, um projeto incrível e que começa no mês de outubro devido a ser o mês do agente comunitário de saúde e do agente de combate a endemias”, explica.

A programação também foi estruturada para que os profissionais possam falar sobre as demandas encontradas em suas áreas de atuação. A proposta é que a experiência de quem está diariamente em contato com a população seja utilizada como uma importante fonte de informação para compreender as necessidades de cada território.

“Nós vamos executar esse projeto durante todo o mês através de reuniões com os agentes, rodas de conversa, a gente vai ouvir esse agente, saber quais que são as demandas principais do território, conhecê-los também mais de perto, fazer com que eles se integrem com outras equipes”, destaca Mateus.

Segundo o diretor, a escuta dos servidores é importante porque os agentes acompanham de perto situações que muitas vezes não aparecem da mesma maneira nos demais espaços da rede de saúde. Por estarem diretamente nos territórios, eles conseguem identificar dificuldades, necessidades e situações que fazem parte do cotidiano das famílias atendidas.

O trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde está diretamente ligado à Atenção Primária. Esses profissionais acompanham famílias em seus territórios, realizam visitas domiciliares, orientam os moradores e contribuem para que as equipes das Unidades Básicas de Saúde compreendam melhor as necessidades de cada comunidade. Esse contato também fortalece o vínculo entre a população e os serviços de saúde.

Os Agentes de Combate às Endemias, por sua vez, atuam principalmente na prevenção e no controle de doenças transmitidas por vetores. Entre as atividades realizadas estão as visitas aos imóveis, identificação e eliminação de possíveis criadouros, orientação aos moradores e ações de prevenção e controle de doenças como dengue, chikungunya e outras arboviroses. Markdown colado

Apesar das atribuições específicas, os dois grupos possuem um ponto em comum: estão diariamente em contato direto com a população. A atuação integrada entre ACS e ACE permite ampliar a capacidade de identificação de problemas nos territórios e desenvolver ações de prevenção mais próximas das necessidades de cada comunidade.

A Agente Comunitária de Saúde que participou da abertura do projeto destacou justamente esse papel de ligação entre os moradores e as unidades de saúde. Segundo ela, o agente funciona como uma ponte entre a comunidade e a UBS, levando orientações, cuidado e ações de promoção e prevenção.

“Eu acho que o agente em si, ele é um elo muito importante entre a comunidade e o posto de saúde. A gente é a porta de entrada, a gente que faz essa ponte entre a comunidade e a UBS. A gente leva esse cuidado, a prevenção e faz essa promoção à saúde e a prevenção”, afirmou.

Para a profissional, a programação preparada pela Secretaria Municipal de Saúde também representa uma oportunidade de sair da rotina e promover integração entre os colegas. Ela conta que recebeu a iniciativa com entusiasmo, principalmente pela proposta de realizar atividades diferentes ao longo de todo o mês.

A programação inclui ainda atividades de integração e um concurso fotográfico, no qual os próprios agentes poderão registrar, por meio de imagens, momentos e situações relacionadas ao trabalho desenvolvido no cotidiano. A fotografia vencedora receberá uma premiação. Markdown colado

A possibilidade de participação em atividades diferentes também foi destacada por outra Agente Comunitária de Saúde, que trabalha há aproximadamente quatro anos na função. Para ela, o projeto chamou atenção justamente por se estender durante todo o mês e por proporcionar uma experiência diferente das ações realizadas anteriormente.

“Não, dessa vez foi diferente. Foi um mês, nesse tempo todo que eu tô aqui com quatro anos, quase cinco, não teve um evento que fosse durar um mês e todo mundo já mostrou grande expectativa, que é algo diferente que chamou atenção de todo mundo”, relatou.

Além da relação profissional, os agentes também estabelecem vínculos pessoais com as famílias que acompanham. A rotina de visitas domiciliares permite que esses trabalhadores conheçam aspectos do cotidiano dos moradores que não necessariamente aparecem em uma consulta convencional.

“Eu acho que a gente tá ali na porta de cada um todo dia. Então, às vezes o que a pessoa leva só para um consultório, a gente que entra dentro da casa, a gente acolhe, a gente leva de um jeito diferente”, explicou uma das agentes.

Segundo ela, esse contato mais próximo permite uma relação baseada também no acolhimento e na compreensão das particularidades de cada família. “A gente leva aquele carinho, aquele entendimento de algo mais pessoal entre o agente e a pessoa da casa”, acrescentou.

Essa proximidade faz com que os agentes tenham uma visão bastante particular dos territórios em que trabalham. Eles acompanham mudanças, percebem dificuldades e também observam situações que podem demandar a atuação de outros profissionais ou serviços da rede municipal.

O projeto “O Agente no Caminho do Cuidado” procura justamente valorizar essa experiência. Ao ouvir os profissionais, a Secretaria Municipal de Saúde pretende compreender não apenas as demandas relacionadas ao trabalho, mas também as dificuldades e necessidades dos próprios servidores.

Durante a abertura, a palestrante Lucimar Rodrigues também abordou a realidade dos agentes. Agente Comunitária de Saúde, presidente da FACS-ACE/MG, coordenadora da Saúde do Trabalhador no Sindibel, diretora da Fesempre e integrante da CISTT/BH, ela participou do encontro falando sobre o trabalho desenvolvido pelos profissionais e sobre os desafios enfrentados no cotidiano. Markdown colado

Lucimar destacou que os ACS e ACE são uma das principais portas de entrada do Sistema Único de Saúde e exercem uma função de ligação entre as equipes e os moradores. Para ela, a rotina desses trabalhadores envolve não apenas os materiais utilizados durante as visitas, mas também situações, sentimentos e experiências acumuladas ao longo do trabalho.

“Então eu vim aqui para poder falar um pouco daquilo que o agente comunitário de saúde, agente de combate às endemias carrega no dia a dia em suas mochilas, não só sobre o que carrega de material de trabalho, mas o que carrega também às vezes de um pouco de frustração”, explicou.

A profissional também chamou atenção para situações em que as demandas são numerosas e os recursos disponíveis nem sempre acompanham todas as necessidades encontradas. Nesse sentido, a proposta de criar momentos de escuta e troca de experiências foi considerada importante para que os agentes possam compartilhar dificuldades e encontrar apoio.

“Às vezes não conseguir... nem sempre às vezes a gente tem muitas demandas e pouca oferta. Então eu vim aqui para poder falar sobre isso e para poder tentar fazer com que os agentes se sintam um pouco mais leves no dia a dia, na sua caminhada, no seu território”, afirmou.

A troca de experiências entre profissionais de diferentes municípios também faz parte da proposta. Durante a atividade, Lucimar compartilhou experiências de Belo Horizonte e de outras regiões de Minas Gerais, estabelecendo um diálogo com a realidade encontrada pelos agentes de Pará de Minas.

Para Luiz Lima, vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, o projeto representa um momento importante de reconhecimento dos profissionais que atuam diretamente na promoção e prevenção da saúde. Segundo ele, a programação cria uma oportunidade para que os agentes sejam acolhidos, ouvidos e valorizados.

“Esse é o momento pra gente ouvir as fragilidades como pessoas, para que a gente possa criar uma situação e um ambiente de valorização e de melhorias de condições para que eles possam continuar atuando em Pará de Minas”, destacou.

O secretário também ressaltou que os profissionais estão presentes em todas as regiões do município e têm contato direto com pessoas em diferentes momentos da vida, desde crianças até idosos e gestantes.

“A gente sabe que essa categoria é a categoria que anda nas ruas, que visita as famílias, que conversa com as pessoas que precisam de cuidado e atenção, seja uma gestante, um idoso ou uma criança”, afirmou.

A proposta, portanto, é utilizar a programação para discutir melhorias não apenas para o trabalho realizado pelos agentes, mas também para a qualidade de vida desses profissionais.

“Esse é o momento da gente colocar em evidência esses profissionais, conversar e discutir melhorias para a qualidade do serviço e também para a promoção de qualidade de vida deles”, completou Luiz Lima.

Para os Agentes de Combate às Endemias, o cotidiano também envolve desafios específicos. Entre eles está o trabalho permanente de prevenção e combate à dengue, especialmente durante períodos de chuva, quando a presença de água acumulada pode favorecer a formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

Uma das agentes participantes da programação destacou que a prevenção da dengue continua sendo uma das principais preocupações da categoria. Segundo ela, parte das dificuldades está relacionada à necessidade de conscientizar os moradores sobre a importância de manter os quintais limpos e permitir a entrada das equipes nos imóveis.

“Acho que a maior importância de todas é a prevenção ao combate à dengue, que é a nossa maior dificuldade, principalmente agora neste período da chuva”, relatou.

A profissional também explicou que os agentes enfrentam situações em que encontram dificuldade para entrar nas residências ou para conseguir a colaboração necessária para a limpeza dos quintais. Para ela, a conscientização da população continua sendo uma das principais ferramentas para reduzir os riscos relacionados ao mosquito.

“Os moradores dificultam muito tanto a nossa entrada na casa como a ajuda na limpeza do próprio quintal”, afirmou.

Apesar das dificuldades, o trabalho dos agentes de endemias vai além da dengue. A atuação também envolve outras ações de prevenção e atividades realizadas em parceria com setores como o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além de campanhas de vacinação e outras iniciativas de saúde pública.

A profissional citou, por exemplo, a participação dos agentes em ações de vacinação antirrábica. Segundo ela, o trabalho realizado pela categoria envolve diferentes frentes de prevenção, embora a dengue continue sendo uma das maiores preocupações no cotidiano.

“E endemias não entra só na dengue, né? A gente trabalha também em cooperação junto com CCZ. Tem a parte que entra vacinação. Mês passado, principalmente, a gente teve a vacinação antirrábica”, explicou.

Para ela, o projeto de valorização também tem importância justamente por reconhecer esse trabalho e oferecer aos profissionais momentos de lazer e integração. A possibilidade de sair temporariamente da rotina de visitas e ações de campo foi recebida de maneira positiva.

“Eu acho que vem como um reconhecimento do nosso trabalho também e faz a gente também sair um pouco da rotina do trabalho, ter um pouco de lazer no meio de tudo, um pouco de despreocupação, o sair da rotina do serviço de todo dia”, afirmou.

A agente espera que iniciativas semelhantes continuem sendo realizadas depois do encerramento do mês de outubro. Segundo ela, além das atividades de integração, os momentos de escuta podem contribuir para que os profissionais se sintam mais valorizados e tenham espaço para apresentar suas necessidades.

“Eu acho que o que mais falta hoje em dia é a gente ser escutado, a gente ser acolhido e essas iniciativas incentivam a gente a trabalhar cada dia mais e melhor pela cidade”, destacou.

A programação também busca fortalecer a integração entre as próprias equipes. Ao reunir ACS e ACE em atividades conjuntas, a Secretaria Municipal de Saúde pretende estimular a troca de experiências e aproximar profissionais que atuam em diferentes frentes, mas que compartilham o mesmo território e muitas vezes acompanham as mesmas famílias.

Ao longo de outubro, as atividades serão distribuídas entre reuniões, rodas de conversa, ações de integração e momentos de lazer. A programação também contará com atividades competitivas e o concurso fotográfico, permitindo que os profissionais participem de maneira mais descontraída e mostrem diferentes perspectivas do trabalho realizado.

A expectativa é que as atividades culminem no dia 29 de outubro, quando será realizado o encerramento do projeto. A data será marcada por um dia especial de confraternização, com festa e atrações preparadas especialmente para os agentes. Markdown colado

Mesmo durante a programação, os profissionais continuarão acompanhando seus respectivos territórios. A proposta não é interromper o trabalho realizado nas comunidades, mas conciliar a rotina de atendimento e prevenção com momentos destinados à valorização e ao cuidado com os próprios servidores.

“Não deixam de acompanhar o território durante todo esse período. Mas a gente precisa também ouvir o servidor, porque é muito importante que, pelo olhar dele, pela fala dele, a gente identifique também as principais demandas que aquele território, que aquela unidade demandam”, explicou Mateus Henrique Silva de Paula.

A valorização dos agentes também está relacionada ao reconhecimento institucional conquistado pela categoria nos últimos anos. A Emenda Constitucional nº 120, de 2022, estabeleceu a responsabilidade financeira da União na política remuneratória e na valorização dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias. Já a Lei nº 14.536, de 2023, passou a reconhecer os dois grupos como profissionais de saúde. Markdown colado

Em Pará de Minas, o projeto busca transformar esse reconhecimento também em ações concretas de escuta e cuidado. Ao longo do mês, os profissionais terão a oportunidade de compartilhar experiências, discutir dificuldades, participar de atividades de integração e apresentar as demandas que identificam nos territórios onde trabalham.

A iniciativa reforça ainda o papel estratégico dos ACS e ACE dentro do Sistema Único de Saúde. Presentes nas casas, nas ruas, nas unidades e nas comunidades, esses profissionais mantêm um contato cotidiano com a população e ajudam a aproximar os serviços públicos das necessidades reais dos moradores.

No caso dos Agentes Comunitários de Saúde, esse vínculo é construído por meio do acompanhamento das famílias, das visitas domiciliares e das orientações relacionadas à promoção da saúde. Já os Agentes de Combate às Endemias atuam diretamente na prevenção e controle de doenças e na identificação de situações de risco nos imóveis e espaços comunitários.

A atuação dos dois grupos se complementa e contribui para uma assistência mais próxima da população. Por isso, além de reconhecer os resultados alcançados no trabalho de campo, a programação pretende olhar também para quem está por trás dessas ações.

O projeto “O Agente no Caminho do Cuidado” parte justamente dessa ideia: cuidar de quem diariamente trabalha para cuidar dos outros. Ao longo de outubro, a Secretaria Municipal de Saúde busca criar um espaço para reconhecer os profissionais, ouvir suas experiências e fortalecer a integração entre as equipes.

A programação será encerrada no dia 29, mas a proposta apresentada durante o mês aponta para uma discussão que ultrapassa a comemoração do Dia Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias. A valorização profissional também passa pela escuta, pelo acolhimento e pela criação de condições para que esses trabalhadores possam continuar desenvolvendo suas atividades junto à população.

Em Pará de Minas, o mês dedicado aos agentes coloca em evidência profissionais que fazem da presença diária nos territórios uma das principais ferramentas de promoção e prevenção da saúde. São trabalhadores que conhecem as comunidades, acompanham famílias, identificam dificuldades e levam informações de saúde diretamente para dentro das casas.

Ao reconhecer esse trabalho e abrir espaço para que os próprios agentes apresentem suas experiências e necessidades, o projeto reforça a importância de uma rede de saúde que também olha para quem está na linha de frente. Afinal, como resume a proposta da iniciativa, cuidar de quem cuida também é uma forma de promover saúde.

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