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II Simpósio Municipal de Educação Inclusiva debate desafios e possibilidades no atendimento a estudantes com TEA

Os desafios e as possibilidades da educação de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foram os temas centrais da palestra ministrada pela psicóloga Luíza Pinheiro Vicari, na abertura do II Simpósio Municipal de Educação Inclusiva. Promovido pela Prefeitura de Pará de Minas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, o evento foi realizado na Câmara Municipal, no início da noite desta segunda-feira, 24.

A programação reuniu diretores, especialistas em educação, professores de apoio e profissionais que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais da rede municipal de ensino, além de representantes da Superintendência Regional de Ensino e da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

Durante a palestra, Luíza Pinheiro Vicari abordou os desafios relacionados ao manejo de comportamentos interferentes no ambiente escolar e destacou a importância de compreender que crises e outros comportamentos apresentados por estudantes com TEA podem estar relacionados a diferentes fatores.

“Os comportamentos interferentes, as crises, acontecem por um conjunto de fatores e não são responsabilidade apenas daquele aluno. Todos nós podemos modificar nossas práticas para favorecer o aprendizado desse aluno”, explicou a psicóloga.

Segundo Luíza, um dos principais obstáculos para a efetivação da educação inclusiva ainda está relacionado às atitudes e à forma como os profissionais enxergam os estudantes. “Na educação especial, na perspectiva da educação inclusiva, a gente identifica duas principais barreiras nesse processo de inclusão. Para mim, a maior barreira ainda a ser vencida é a barreira atitudinal, que diz respeito ao nosso olhar sobre aquele aluno”, destacou.

A especialista também ressaltou a necessidade de ampliar a compreensão sobre os estudantes, considerando suas características individuais e o contexto em que estão inseridos. Para ela, conhecer a história de cada aluno é fundamental para que a escola possa desenvolver estratégias adequadas de acolhimento, participação e aprendizagem.

A importância desse olhar também foi destacada pela especialista em Educação da Escola Municipal São Judas Tadeu, Rosilaine Feliz Vieira Rodrigues. Para ela, conhecer a trajetória do estudante contribui para sua efetiva inserção no ambiente escolar.

“É o profissional conhecer a história do aluno. A partir do momento que ele tem a interação do todo, consegue fazer com que a criança seja mais inserida dentro da educação inclusiva”, afirmou. Rosilaine também destacou que a palestra contribuiu para ampliar os conhecimentos dos profissionais sobre como agir diante de situações de crise e, principalmente, como trabalhar para preveni-las.

A especialista em Educação da Escola Municipal Elvira Xavier de Melo, Éder Márcia da Silva Souza, avaliou positivamente a abertura do simpósio e ressaltou a experiência demonstrada pela palestrante. “A fala da Luíza demonstrou conhecimento e experiência de quem realmente vivencia a educação inclusiva na prática. Ela nos fez refletir sobre qual é o nosso papel, enquanto escola inclusiva, de acolher essas crianças na sua particularidade, de valorizá-las e respeitar cada uma delas”, afirmou.

Éder Márcia também reforçou o compromisso da escola em garantir aos estudantes com deficiência o direito à aprendizagem e à participação. “Nós, enquanto educadores, temos que garantir a essas crianças o direito de aprender, de participar e de se sentirem pertencentes àquele espaço escolar”, destacou.

Programação continua nesta quarta-feira

O II Simpósio Municipal de Educação Inclusiva terá continuidade nesta quarta-feira, 26, a partir das 19 horas, no auditório da Fapam. A programação contará com apresentações artísticas de estudantes da rede municipal de ensino e de escolas coordenadas pela Secretaria Municipal de Cultura.

O encerramento será na quinta-feira, 27, às 18 horas, na Câmara Municipal. A programação contará com palestra da psicóloga e mestre em Educação Mariana Viana Gonzaga, que abordará o tema “Gestão e Práticas Inclusivas no Ambiente Escolar”.

A iniciativa busca fortalecer a formação dos profissionais da educação e ampliar as discussões sobre práticas inclusivas, contribuindo para a construção de ambientes escolares cada vez mais acolhedores, acessíveis e preparados para atender às diferentes necessidades dos estudantes.

 

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