Dia Mundial Sem Tabaco reforça a importância da prevenção e do tratamento da dependência de nicotina
Celebrado em 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre os riscos do consumo de produtos derivados do tabaco. A data reforça a importância da prevenção e do combate ao tabagismo, considerado uma das principais causas evitáveis de morte no mundo.
O cigarro está associado a diversas doenças graves, como câncer de pulmão, traqueia e brônquios, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), enfisema pulmonar e bronquite crônica. Os cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, também preocupam as autoridades de saúde devido ao aumento do uso entre adolescentes e jovens.
Dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde apontam que Pará de Minas registrou 91 mortes por câncer de pulmão, traqueia e brônquios entre 2020 e 2026. O cenário reforça a necessidade de ações permanentes de prevenção, orientação e tratamento.
Para auxiliar quem deseja abandonar o cigarro, a Secretaria Municipal de Saúde mantém grupos de apoio em unidades de saúde do município. Os participantes recebem acompanhamento multiprofissional, com suporte psicológico, médico e, quando necessário, tratamento medicamentoso gratuito.
A coordenadora das Equipes Multiprofissionais da Atenção Básica (EMAB), Mary Campos, destaca que o combate ao tabagismo deve acontecer durante todo o ano.
“O tabaco ainda é um grande desafio para a saúde pública. O Dia Mundial Sem Tabaco é uma oportunidade importante para sensibilizar a população sobre os prejuízos causados pelo seu uso”, afirma.
Segundo ela, o município também desenvolve ações educativas nas escolas para prevenir a iniciação precoce ao consumo de cigarros e vapes entre adolescentes.
O pneumologista Matheus Assunção Goebel alerta que o cigarro afeta todo o organismo.
“É a principal causa da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e um importante fator de risco para doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer. Já os cigarros eletrônicos também oferecem riscos e podem conter altas concentrações de nicotina”, explica.
O especialista também chama a atenção para o câncer de pulmão, uma das doenças mais associadas ao tabagismo.
“Quando a pessoa fuma, o risco de desenvolver câncer de pulmão aumenta significativamente. O grande problema é que a doença costuma evoluir de forma lenta e, na maioria das vezes, não apresenta sintomas nas fases iniciais”, destaca.
Parar de fumar é possível
Quem passou pelo tratamento confirma os benefícios de abandonar o hábito. A servidora Neide Almeida participou de um dos grupos de apoio da rede municipal e destaca a importância do acompanhamento recebido.
“Eu era fumante há vários anos e tinha certa resistência em participar do grupo. Com o tempo, percebi que o cigarro não trazia apenas prazer, mas também muitas angústias relacionadas à dependência”, relata.
Segundo ela, o acompanhamento foi fundamental durante todo o processo.
“Toda vez que eu participava das reuniões, voltava para casa mais fortalecida. Hoje tenho mais disposição, melhor qualidade de vida e a satisfação de ter vencido a dependência”, afirma.
Os interessados em participar dos grupos de combate ao tabagismo podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para obter informações sobre inscrições e cronograma das atividades. Em casos específicos, os pacientes também podem ser encaminhados ao Ambulatório Médico de Especialidades (AME) para acompanhamento especializado.