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Telemedicina começa a ser implantada na rede municipal de saúde de Pará de Minas

A Secretaria Municipal de Saúde de Pará de Minas está definindo as estratégias para implantação da telemedicina na rede municipal. Nesta semana, a equipe da empresa responsável pelo serviço estará no município para iniciar o treinamento e a integração com os profissionais da rede, dando início a uma nova etapa na organização dos atendimentos de saúde.

A implantação será realizada inicialmente de forma experimental na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nossa Senhora da Piedade. A escolha da unidade está relacionada, entre outros fatores, ao horário estendido de funcionamento, que permitirá à Secretaria Municipal de Saúde testar o novo modelo de atendimento em uma estrutura específica antes de ampliar o serviço para outras unidades.

O vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Luiz Lima, explica que a implantação será realizada de maneira gradual. Segundo ele, antes do início efetivo dos atendimentos será necessário preparar tanto os profissionais da rede municipal quanto os profissionais que atuarão por meio da telemedicina, garantindo que todos conheçam os fluxos, protocolos e possibilidades de encaminhamento dentro da rede de saúde do município.

“É uma nova cultura que a gente vem trazendo. Do nosso ponto de vista, ela pode ser muito bem aproveitada para melhorar queixas que a própria população coloca, mas a gente sabe da resistência, principalmente das pessoas idosas em relação a essas novas tecnologias”, afirma Luiz Lima.

Diante disso, a Secretaria Municipal de Saúde pretende utilizar a primeira etapa como um período de adaptação e avaliação. A proposta é acompanhar de perto a experiência dos profissionais e dos usuários, identificar possíveis dificuldades e realizar os ajustes necessários antes de uma ampliação do serviço.

“Então, a gente tem que definir uma estratégia de implantação para que a população possa nos dar o feedback daquilo que precisa ser ajustado e para que essa implantação possa ser efetiva”, explica o secretário.

A primeira experiência deverá ocorrer na UBS Nossa Senhora da Piedade, dentro da Atenção Primária à Saúde. A unidade funcionará como um modelo inicial, permitindo que a equipe responsável pela implantação acompanhe o funcionamento do serviço e faça as adequações necessárias antes de uma expansão.

De acordo com Luiz Lima, a escolha de uma única unidade neste primeiro momento também facilita o processo de capacitação. Em vez de preparar simultaneamente profissionais de toda a rede, a Secretaria poderá concentrar o treinamento na equipe da Piedade, acompanhar os primeiros atendimentos e, a partir dos resultados obtidos, definir os próximos passos.

“Vamos começar essa implantação na atenção primária, muito provavelmente na UBS da Piedade, que tem um horário estendido, para que a gente faça esse experimento”, destaca.

A implantação, no entanto, não envolve apenas a equipe diretamente responsável pelo atendimento ao paciente. Um dos pontos destacados pela Secretaria é a necessidade de integração entre diferentes setores da rede municipal. Isso inclui o Tratamento Fora do Domicílio (TFD), a farmácia municipal para a dispensação de medicamentos, a atenção especializada e também a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Essa integração é considerada necessária para que os profissionais compreendam como os pacientes atendidos pela telemedicina deverão ser direcionados dentro da própria rede. A ideia é que os profissionais saibam quais situações podem ser encaminhadas para cada serviço, quais unidades estão preparadas para receber o paciente e quais são os medicamentos previstos nos protocolos municipais.

“A gente precisa de uma integração, não apenas da nossa equipe aqui do município, mas também dos médicos e dos profissionais que vão atender a nossa população”, explica Luiz Lima.

Segundo o secretário, o treinamento deverá envolver os diferentes profissionais que participam do fluxo de atendimento. A preparação não ficará restrita aos médicos que realizarão as consultas por meio da tecnologia, já que o primeiro contato do usuário com o serviço continuará sendo realizado por profissionais da rede municipal.

“A gente sabe que no momento do atendimento médico não tem o contato direto do paciente com o médico, mas tem contato desde o recepcionista, o técnico de enfermagem e o enfermeiro”, ressalta.

Por isso, a Secretaria considera fundamental que toda a equipe esteja preparada para orientar o paciente, organizar o atendimento e compreender os encaminhamentos necessários. O objetivo é evitar que a implantação da telemedicina seja tratada apenas como a disponibilização de uma consulta a distância, mas como uma nova ferramenta integrada ao funcionamento da rede municipal.

O processo de treinamento e integração deverá levar aproximadamente duas a três semanas. Nesse período, serão realizadas as capacitações dos profissionais de Pará de Minas de acordo com os critérios e diretrizes da telemedicina, enquanto os profissionais responsáveis pelos atendimentos também deverão conhecer os protocolos adotados pelo município.

“Esse treinamento e integração leva cerca de duas a três semanas para que a gente possa fazer a capacitação dos profissionais de Pará de Minas de acordo com os critérios e diretrizes da telemedicina, e também dos profissionais que vão atender no município para que entendam os nossos protocolos”, explica Luiz Lima.

A preocupação com a integração dos serviços está relacionada à necessidade de garantir continuidade no atendimento. A partir do momento em que um paciente for atendido pela telemedicina, os profissionais precisam ter clareza sobre quais são os próximos passos quando houver necessidade de exames, medicamentos, atendimento especializado ou encaminhamento para outro serviço da rede.

Nesse processo, a comunicação entre os setores será fundamental. A equipe da Atenção Primária, a farmácia, o TFD, a atenção especializada e a UPA precisam estar alinhados para que o atendimento realizado por meio da tecnologia esteja conectado aos demais serviços oferecidos pelo município.

Outro aspecto considerado pela Secretaria é a adaptação da própria população ao novo modelo. A implantação da telemedicina representa uma mudança na forma de acesso ao atendimento médico e, por isso, o município pretende acompanhar a experiência dos usuários durante a fase experimental.

Luiz Lima reconhece que a novidade pode gerar resistência, principalmente entre pessoas idosas que tenham menor familiaridade com tecnologias. Por esse motivo, a estratégia inicial busca permitir que os profissionais acompanhem as dificuldades encontradas pelos usuários e encontrem maneiras de tornar o atendimento mais acessível.

A proposta é que o período experimental na UBS Nossa Senhora da Piedade permita justamente esse processo de aprendizado. Durante duas a três semanas de funcionamento inicial, a equipe poderá observar como os atendimentos acontecem, quais são as principais dúvidas dos pacientes e profissionais e quais pontos precisam ser ajustados.

“Iniciando com esse modelo protótipo na UBS da Piedade, a gente precisa capacitar somente aquela equipe, o que facilita implementar e começar os atendimentos de forma experimental por duas a três semanas, ajustando com a equipe”, explica o secretário.

Somente depois dessa etapa experimental a Secretaria pretende avaliar a liberação do serviço de forma mais ampla para os usuários que procuram atendimento na unidade. A estratégia busca reduzir dificuldades na implantação e permitir que o modelo seja aperfeiçoado antes de sua expansão.

A telemedicina passa, dessa forma, a ser incorporada à rede municipal como uma nova ferramenta de atendimento, mas sua implantação está sendo planejada em conjunto com os demais serviços de saúde. O treinamento dos profissionais, a integração entre os setores e a avaliação da experiência dos usuários estão entre os principais pontos considerados pela Secretaria Municipal de Saúde neste primeiro momento.

Para Luiz Lima, o alinhamento entre todos os profissionais envolvidos será determinante para que o novo serviço apresente resultados positivos. Desde o momento em que o paciente chega à unidade até o atendimento médico e os possíveis encaminhamentos posteriores, cada etapa precisa estar organizada.

“A gente precisa que essa equipe esteja muito bem treinada e alinhada para que possamos ter um resultado positivo com a telemedicina em Pará de Minas”, afirma.

A implantação começa, portanto, de maneira experimental, concentrada inicialmente na UBS Nossa Senhora da Piedade. A partir da experiência obtida nas primeiras semanas, a Secretaria Municipal de Saúde deverá avaliar os ajustes necessários e os próximos passos para a ampliação do serviço.

A iniciativa representa uma nova frente de atendimento dentro da rede municipal e, neste primeiro momento, terá como foco testar o modelo, preparar as equipes e estabelecer os fluxos necessários para que a telemedicina esteja integrada aos serviços já existentes. A expectativa da Secretaria é que, após o período de adaptação, seja possível avançar na disponibilização do atendimento de maneira organizada e alinhada às necessidades da população.

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