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Festival de Artes para as Infâncias leva cinema, dança, música e poesia a escolas e CMEIs de Pará de Minas

A Prefeitura de Pará de Minas realiza, nos dias 5, 7, 8 e 9 de outubro, a primeira edição do Festival de Artes para as Infâncias, iniciativa que levará apresentações artísticas a sete unidades da rede municipal de ensino. Promovido em uma ação integrada entre as secretarias municipais de Cultura e Comunicação Institucional e de Educação, o festival busca aproximar crianças da arte desde os primeiros anos de vida, ampliando o acesso às manifestações culturais e contribuindo para a formação integral dos alunos.

A programação foi pensada especialmente para o público infantil e reúne diferentes linguagens artísticas, como cinema, dança, música e poesia. A curadoria selecionou grupos e artistas de Pará de Minas e de Belo Horizonte que desenvolvem trabalhos voltados às crianças e que têm como característica o cuidado em estabelecer uma relação direta e sensível com esse público.

Para a Secretaria Municipal de Cultura e Comunicação Institucional, a iniciativa parte da compreensão de que a formação de público para a cultura começa ainda na infância. A diretora de Arte e Cultura, Gabriela Leite, explica que o contato com diferentes manifestações artísticas pode contribuir para que as crianças conheçam novos artistas, ampliem seus repertórios e desenvolvam uma relação mais próxima com a cultura.

“A formação de público começa desde as idades mais jovens. As crianças mais pequenininhas já podem e devem ter contato com a arte, conhecer as linguagens artísticas”, afirma Gabriela. Segundo ela, o festival foi criado também com o propósito de proporcionar experiências que despertem o encantamento e permitam que as crianças descubram diferentes possibilidades dentro das artes.

“Quando a gente pensa nesse projeto de um festival voltado para as infâncias, é também com esse objetivo de que as crianças conheçam artistas, conheçam manifestações culturais, se encantem, ampliem os seus repertórios e quem sabe até já comecem a trilhar esse caminho pelas artes que pode no futuro virar uma profissão, virar um hobby e fazer parte da vida delas quando elas estiverem mais velhas”, explica.

A programação foi construída justamente para apresentar às crianças uma variedade de experiências. Além de artistas locais que já desenvolvem trabalhos direcionados à infância, a curadoria também buscou atrações de fora do município, ampliando a diversidade das apresentações. “Trazer também múltiplas linguagens para esse festival tem como objetivo que a gente oportunize que as crianças conheçam mais manifestações artísticas”, destaca Gabriela.

A realização do festival também representa uma ação conjunta entre Cultura e Educação. Para o secretário municipal de Educação, Marcos Aurélio dos Santos, a integração entre as secretarias é fundamental para ampliar as possibilidades oferecidas às crianças da rede municipal. Ele explica que, desde o início de sua gestão à frente da pasta, tem buscado fortalecer o trabalho conjunto com outras secretarias.

“Desde que eu assumi a secretaria, eu me coloquei à disposição das demais secretarias, seja do Esporte, Meio Ambiente, Secretaria de Cultura, para que nós pudéssemos trabalhar em conjunto, que as secretarias não trabalhassem de forma isolada”, afirma.

Atualmente, o município conta com 19 instituições que atendem crianças de zero a cinco anos. Para Marcos Aurélio, a permanência das crianças durante grande parte do dia nas instituições de ensino exige que a rotina escolar seja diversificada com experiências que contribuam para o desenvolvimento além dos conteúdos tradicionais.

“As crianças chegam nas instituições às 7 horas da manhã e ficam o dia todo na escola. Então, nós temos que diversificar esse atendimento das crianças com atividades lúdicas, com teatros, com poesias, com músicas, com danças”, explica.

Nesse sentido, o secretário considera a cultura uma importante aliada do trabalho desenvolvido pelos profissionais da Educação. “Nada melhor para apoiar os professores e para ajudar na formação integral dessas crianças, que elas tenham um crescimento sadio, lúdico, do que a cultura”, afirma.

A primeira edição do festival também acontece em um momento particular para os equipamentos culturais do município. Como o Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida está temporariamente fechado para a reforma do telhado da Casa da Cultura, as apresentações foram descentralizadas e levadas diretamente para as escolas e CMEIs.

Para Gabriela, a situação acabou se transformando em uma oportunidade para aproximar ainda mais a programação cultural do público infantil. “Nesse momento em que o Teatro e a Casa da Cultura estão em reforma, de revitalização e cuidado dos nossos espaços, a gente não viu isso como um empecilho para que esse festival pudesse acontecer”, explica.

Segundo ela, o cenário representou um convite para que a Secretaria de Cultura se aproximasse diretamente das crianças. “Ele trouxe um desafio e um convite para que dessa vez a gente estivesse próximo da escola, da criança, dos alunos. E esse é o nosso desejo”, afirma.

A descentralização também atende a uma demanda específica da Educação, especialmente em relação às crianças menores, que nem sempre conseguem participar de atividades culturais realizadas em equipamentos como teatros e cinemas. “A gente teve, até nesse diálogo com a Secretaria de Educação, um pedido especial que foi para que as apresentações acontecessem nos CMEIs, nas creches, nas escolas de educação infantil, que geralmente é uma faixa etária que nem sempre a gente consegue levar, por exemplo, para o teatro ou para o cinema, porque as crianças são muito pequenininhas”, explica Gabriela.

Ao todo, serão sete apresentações, contemplando cinco CMEIs e duas escolas municipais de ensino fundamental. As atrações foram escolhidas considerando diferentes faixas etárias, desde os bebês atendidos pelas creches até estudantes dos primeiros anos do Ensino Fundamental.

“Na semana que vem a gente vai ter sete apresentações: cinco CMEIs e duas escolas de ensino básico para crianças de primeiro a quinto ano. As apresentações foram escolhidas pensando nesse público, desde os bebezinhos que frequentam a creche até as crianças do primeiro, segundo e terceiro anos. Vão ser apresentações lindas”, destaca Gabriela.

A programação integra as atividades da Semana da Criança e se soma aos projetos pedagógicos e momentos lúdicos já planejados pelas unidades de ensino. Dessa forma, as apresentações artísticas passam a fazer parte da rotina escolar e podem ser utilizadas como experiências complementares ao trabalho desenvolvido pelos professores.

No CMEI Vereador Dr. Joaquim Araújo Mendes, no bairro São Cristóvão, uma das unidades que receberão o festival, a notícia foi recebida com entusiasmo pela equipe. A diretora Maria Cláudia destacou a alegria de receber uma das apresentações e manifestou a expectativa de que, futuramente, outras unidades também tenham a oportunidade de participar.

“Foi sensacional, uma alegria muito grande receber essa notícia e esse convite. Eu sei que não vai ser para todos os CMEIs, mas que abra essa oportunidade mais para a frente para todos estarem recebendo. Sei que esse Festival de Artes para as Infâncias vai ser um show, estou muito feliz mesmo”, afirmou.

No CMEI, a apresentação também foi integrada a uma programação já prevista para a Semana da Criança. O dia contará com o tradicional “Dia do Pijama”, acompanhado de uma atividade de cinema, e a equipe aproveitou a oportunidade para unir as duas propostas.

“Coincidiu desse convite de receber aqui na escola na Semana da Criança, e foi muito bacana porque já vai ser no dia em que teremos o ‘Dia do Pijama’ com cinema, e junto nós vamos receber essa equipe. Então, casou muito bem as propostas e vai ser sensacional”, contou Maria Cláudia.

A expectativa da Secretaria Municipal de Cultura é que a iniciativa não fique restrita à primeira edição. Gabriela Leite afirma que a intenção é consolidar o Festival de Artes para as Infâncias no calendário cultural de Pará de Minas e ampliar gradualmente seu alcance.

“Com certeza. Essa é a primeira edição, mas a gente espera que seja a primeira de muitas”, afirma. Com a retomada das atividades no Teatro Municipal, a proposta é ampliar o festival para além do público escolar e também criar apresentações destinadas às famílias.

A ideia é que, a partir das próximas edições, as crianças possam frequentar os espaços culturais acompanhadas dos familiares e desenvolver desde cedo o hábito de consumir arte e cultura. “A partir do ano que vem esse festival se abre para o público em geral, com apresentações também para as famílias, para que as famílias frequentem esses espaços e acostumem as crianças desde cedo a consumirem a cultura e a arte junto com a gente”, explica Gabriela.

Com a primeira edição, o Festival de Artes para as Infâncias estabelece uma parceria entre Cultura e Educação voltada à formação cultural das novas gerações. Ao levar as apresentações diretamente para escolas e CMEIs, a iniciativa amplia o acesso às manifestações artísticas e transforma o próprio ambiente escolar em espaço de encontro com a cultura, reunindo experiências de cinema, dança, música e poesia durante a Semana da Criança.

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